A arte de dar feedbacks negativos: o que você ainda não sabe sobre o assunto.

A arte de dar feedbacks negativos: o que você ainda não sabe sobre o assunto.

A arte de dar feedbacks negativos: o que você ainda não sabe sobre o assunto.

Dar um feedback não é uma tarefa fácil, principalmente quando ele é negativo, o que torna essa prática uma verdadeira arte. No entanto, é importante que você dê feedbacks para seus colegas de trabalho, para sua equipe e para seus empregados para que eles possam crescer e serem ainda melhores. Nesses momentos, nosso maior medo é o de ferir os sentimentos das outras pessoas, mas nesse artigo você aprenderá a dar feedbacks negativos da maneira correta para reduzir esse risco.

Criar uma cultura de feedbacks, na qual as pessoas se sintam confortáveis fazendo críticas construtivas umas para as outras é algo essencial para o sucesso da sua companhia. A maioria das pessoas acredita que feedbacks negativos não ajudam em seu desenvolvimento ou que essas críticas devem ser feitas apenas em particular. Ao contrário dessa ideia, feedbacks negativos específicos podem conduzir as pessoas a uma alta performance e fazê-los em público faz com que as pessoas levem as críticas mais a sério e se tornem mais responsáveis por sua mudança.

A fim de promover um ambiente no qual as pessoas tenham a liberdade de dar feedbacks abertamente, o primeiro passo é discutir com sua equipe a importância desse tipo de crítica construtiva. Além disso, é importante agendar esses momentos, que podem acontecer semanalmente junto aos planejamentos da empresa. Assim, você será capaz de mudar as diretrizes de sua companhia para o crescimento.

Está um pouco assustado com essa prática? Não se preocupe! Dar feedbacks negativos pode ser mais fácil do que você imagina.

Antes que partirmos para as dicas, vamos conferir três mitos ou crenças limitantes sobre feedbacks negativos, baseados em pesquisas.

3 mitos perigosos sobre feedbacks negativos 

 

#Mito 1: Feedbacks negativos não melhoram sua performance.

Mito “desbancado”: Na verdade, feedbacks negativos podem informar quais são os nosso pontos fracos e como nós podemos melhorá-los. (Pesquisa de Finkelstein e Fishbach). Quando são específicos, feedbacks podem nos levar a uma alta performance.

 

#Mito 2: Elogie em público, critique em particular.

Mito “desbancado”: Criticar em particular reduz nos membros de sua equipe a habilidade de se tornarem responsáveis uns pelos outros. Se você os critica em particular, eles acreditarão que só devem responder a você, o que reduz o senso de trabalho em equipe. (Pesquisa de Hackman). Ao tornar as pessoas responsáveis umas pelas outras, os objetivos da equipe são compartilhados e a equipe se auto gerencia melhor.

 

#Mito 3: Gerentes devem ser os únicos a dar feedbacks negativos.

Mito “desbancado”: Dar feedbacks é uma responsabilidade de todos. É importante que todos da sua equipe entendam isso e que todos façam sua parte (Mary Shapiro). Os gerentes podem criar um ambiente seguro no qual as pessoas se sintam confortáveis para darem feedbacks negativos.

As regras de ouro para dar feedbacks negativos: o que fazer e o que não fazer?

 

1)Discuta a importância dos feedbacks com seu time.

Essa prática ajuda as pessoas a verem os motivos pelos quais elas devem fazer isso.

Tente isso: Faça uma reunião de pré feedback. Pergunte a cada membro da equipe porque eles acreditam que feedbacks são necessários.

 

2)Não espere que esse processo seja muito rápido.

Deixar as pessoas confortáveis para dar e receber feedbacks é um processo a ser construído pouco a pouco.

Tente isso: Nas primeiras sessões de feedback mantenha o foco nas críticas construtivas para a equipe antes das críticas individuais.

 

3)Programe sessões semanais de feedbacks.

Estruturar os momentos de feedback semanalmente é o melhor caminho para que as pessoas se acostumem a cada vez mais com essa prática e isso se torne um processo natural.

Tente isso: Apenas dez minutos de feedback por semana já podem fazer toda a diferença.

 

4)Não relacione feedback com conversas sobre salário e promoção.

Separar esse tópicos remove algumas das emoções negativas que podem influenciar esse processo.

Tente isso: Planeje duas conversas diferentes: uma sobre performance (feedback) e outra sobre possíveis promoções.

 

5)Comece as reuniões de feedback com autoavaliações.

É fundamental deixar que as pessoas se expressem e digam como se sentem antes de partir para as críticas construtivas.

Tente isso: Antes de cada reunião peça que cada membro da equipe faça a sua autoavaliação.

“Todos nós precisamos de pessoas que nos deem feedbacks. É isso o que nos torna pessoas melhores.” Bill Gates

6)Peça permissão.

Peça permissão antes de dar seu feedback, isso prepara a outra pessoa para recebê-lo e ajuda a criar uma relação de confiança.

Tente isso: Faça perguntas nesse sentido: “Posso compartilhar um feedback com você?”

 

7)Esteja aberto para mudar sua mente.

Ouça o ponto de vista da outra pessoa e construa sua opinião conforme o que você ouviu.

Tente isso: Faça perguntas para a outra pessoa para ter uma visão clara sobre o cenário como um todo.

 

8)Não seja vago.

Se o feedback não for específico para aquela pessoa e se você não der sugestões de melhorias, essas críticas de nada servirão.

Tente isso: Dê soluções claras para as pessoas, como: “Roberto, se você prever que não conseguirá cumprir um determinado prazo para entregar um projeto, avise para a equipe com o máximo de antecedência que conseguir.”

Este vídeo tem sugestões legais sobre o que não fazer: =P

9)Peça por feedbacks no seu feedback.

Dar feedbacks é algo que você pode e deve praticar. Pergunte a opinião de outras pessoas sobre como você pode melhorar essa habilidade.

Tente isso: Depois de dar o feedback, pergunte às pessoas algo nesse sentido: “Em uma escala de 1-10, quão claro foi o meu feedback? Como eu poderia fazer isso melhor?”

 

10)Evite a técnica do sanduíche.

Colocar seu feedback negativo entre dois feedbacks positivos faz com que as pessoas duvidem de seu feedback positivo.

Tente isso: Seja claro: “Eu gostaria de conversar com você sobre alguns pontos nos quais eu acredito que você possa se desenvolver.”

 

E aí? Viu que não é algo impossível como a maioria das pessoas pensa? 😉

 

 

 

Adaptado de: https://www.entrepreneur.com/article/295811

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