Aprendendo sobre o Sistema Toyota de Produção com o filme “ The Founder”.

Aprendendo sobre o Sistema Toyota de Produção com o filme “ The Founder”.

Quando Taiichi Ohno criou o Sistema Toyota de Produção pensou na seguinte questão: Por que não deixar o trabalho duro mais simples e interessante para as pessoas não precisarem suar?

Isso contraria o que a maioria das pessoas acredita. O Sistema Toyota não visa a criação de resultados por meio do trabalho duro. Ele é um sistema que nos ensina que a nossa criatividade não tem limites e que não devemos apenas trabalhar, devemos pensar.

O filme “The Founder” (John Lee Hancock, 2016), em português, “Fome de Poder”, exemplifica essa teoria com uma precisão incrível! Os irmão McDonald tinham o sonho de infância de abrir um negócio no ramo de alimentos, mas não se contentaram com o fato de serem donos de uma empresa, eles queriam que seu negócio tivesse algum diferencial.

Na época, as outras lanchonetes demoravam cerca de 30 minutos para entregar um lanche para o cliente, o que costumava causar problemas para ambos. Vendo essa realidade, os irmão tiveram uma ideia maluca, mas brilhante: resolveram criar seu próprio sistema para a produção dos lanches. Os empresários dividiram a produção dos hambúrgueres em estações, assim como em uma indústria.

Como você pôde ver no vídeo, foram horas e mais horas de treino.  Notou que os irmãos se comportavam como técnicos de alguma equipe esportiva? Sim, eles foram geniais! Como resultado, a excelência do sistema permitia que eles entregassem um pedido para o cliente em apenas 30 segundos!

Essa forma “lean” de pensar, foi fundamental para a construção do império McDonald’s, reconhecido em todo o mundo. E você também pode aplicar essa forma de pensar em seu negócio. Mas, como?

Vou lhe ajudar com os principais insights que encontrei sobre o tema! 😉

 

1. Mecanização

Ela poupa o esforço excessivo e permite uma redução significativa do tempo que gastamos para executar tarefas. O filme mostra que a mecanização não tem limites. Afinal, quem iria imaginar que uma lanchonete aplicasse tal ideia?

 

2. Padronização.

No filme, todos os lanches são produzidos de forma idêntica e entregues dessa maneira para o cliente. Talvez, a padronização seja a chave para todos os outros outros pontos do Sistema Toyota. Se você prestar atenção, em algumas cenas, verá que os administradores do negócio (os irmãos MacDonald e Ray Kroc) piram quando vêem uma folha de alface que aparece aonde não deveria, quando há um picles a menos ou quando há ítens diferentes no menu das franquias.

 

3. Controle de Qualidade.

A padronização da produção é algo fundamental para se ter o controle sobre a qualidade do produto. No filme, vemos que os irmãos McDonald não se importam apenas com a velocidade com que o cliente receba seu pedido, mas se importam com a qualidade, que é controlada rigorosamente.

 

4. Eficiência.

Os funcionários da lanchonete eram verdadeira máquinas de eficiência! Por que eles tinham talentos especiais? Nada disso, jovem. Porque foram devidamente treinados para realizar seu trabalho segundo o sistema criado pelos irmãos empreendedores.

 

5. Nada de desperdícios.

A quantidade de cada ingrediente do lanche era devidamente calculada e eram usados diversos recursos para evitar até mesmo as mínimas perdas. Acredite, esse pequeno detalhe representa um grande impacto nas receitas da empresa.

 

6. Velocidade.

A velocidade do atendimento da lanchonete, simplesmente, encantava o cliente. Afinal, em uma época onde você recebia seu pedido depois de 30 minutos, qual o seu sentimento ao receber seu pedido em 30 segundos? Em uma das cenas do filme, vemos uma fila quilométrica em frente ao McDonald’s e pessoas tranquilas e felizes pois sabiam que seriam atendidas rapidamente.

 

7.Perfeição.

Todas essas características somadas não poderiam levar a empresa a outro lugar, se não à perfeição! Não estou dizendo a perfeição no sentido de nunca haver erros (isso é impossível), mas no sentido de haver uma sincronia ímpar na empresa. Na qual cada área funcionava de acordo com o esperado, se complementavam em harmonia e, como resultado, entregavam um produto que realmente atenderia às expectativas do cliente.

 

Extra: O Milk Shake…

Quem disse que segundo o pensamento enxuto não há espaço para o inovação ou criatividade?

Gostou das dicas?

Fique ligado nos próximos artigos da série e não deixe de assistir ao filme! 😉

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