Domando o seu mamute: Por que você deve parar de se preocupar com o que os outros pensam

Domando o seu mamute: Por que você deve parar de se preocupar com o que os outros pensam

Domando o seu mamute: Por que você deve parar de se preocupar com o que os outros pensam

Parte 1: Conheça seu mamute

No primeiro dia de aula da segunda série notei que havia uma menina nova, muito bonita na classe – alguém que não tinha estado lá nos dois anos anteriores. Seu nome era Alana e dentro de uma hora, ela era tudo para mim.

Quando você tem sete anos de idade, não há, realmente, nenhuma ação que você possa tomar quando está apaixonado por alguém. Você nem tem certeza do significa essa situação, apenas sente.

Por isso, alguns meses depois, quando uma das garotas da turma começou a perguntar a cada um dos meninos da classe: “Com quem você quer se casar?”, eu, mais que depressa, respondi: “Alana”.

Você deve ter imaginado (e com razão) que foi um desastre.

Eu ainda era novato na arte de ser humano e não percebi que a única resposta socialmente aceitável era: “Ninguém”.

No mesmo segundo em que respondi, a garota correu em direção aos outros alunos, dizendo a cada um: “Tim disse que quer se casar com Alana!” Cada pessoa que ela contou cobriu a boca para conter risinhos incontroláveis. Eu estava acabado. Minha vida havia acabado.

A notícia rapidamente chegou à própria Alana, que ficou o mais longe possível de mim durante dias. Se na época ela soubesse o que era uma ordem de restrição, ela teria emitido uma.

Esta experiência terrível me ensinou uma lição de vida crítica – pode ser mortalmente perigoso ser você mesmo, e você deve exercer extremo cuidado social em todos os momentos.

Agora, isso soa como o desabafo de um garoto traumatizado da segunda série mas saiba que a partir dessa história  (e do tema desse post) podemos aprender uma lição que não é apenas limitada a mim ou à minha infância – o que senti é uma paranóia típica do ser humano.

Compartilhamos uma insanidade coletiva que permeia as culturas humanas em todo o mundo: temos uma obsessão irracional e inútil sobre o que as outras pessoas pensam a nosso respeito.

Para entender a origem dessa loucura, vamos voltar para 50.000 AC na Etiópia, onde o seu ancestral X vivia como parte de uma pequena tribo.

Naquela época, ser parte de uma tribo era fundamental para a sobrevivência. Ter uma tribo significava ter comida e proteção nos momentos mais difíceis. Assim, para o seu ancestral, quase nada no mundo era mais importante do que ser aceito pelos membros da tribo, especialmente aqueles em posições de autoridade. Ajustar-se aos que estavam seu redor e agradar àqueles de posições elevadas significava que ele poderia ficar na tribo. Seu pior pesadelo que ele seria as pessoas da tribo começarem a sussurrar sobre quão irritante, improdutivo ou estranho ele era – porque se bastante pessoas o desaprovassem, sua classificação na tribo cairia, e se isso piorasse ele seria expulso e sua morte seria certa. Seu ancestral sabia também que, se alguma vez se envergonhasse uma garota da tribo ao cortejá-la, esta contaria às outras garotas sobre o ocorrido. Assim, ele não só teria perdido sua chance com aquela moça, mas talvez nunca tivesse uma companheira. Tudo isso porque cada garota da tribo sabia sobre sua tentativa falha de conquistar uma garota. Ser socialmente aceito era TUDO.

Por isso, os seres humanos evoluíram uma terrível obsessão sobre o que os outros pensam a seu respeito – um grande desejo de aprovação social e admiração e um medo paralisante de ser detestado. Vamos chamar essa obsessão de Mamute da Sobrevivência Social. Algo como isto:

O Mamute da Sobrevivência Social.

A sobrevivência social de seu ancestral X foi fundamental para sua capacidade de se sustentar e prosperar. Era simples: ele precisava manter o mamute bem alimentado com a aprovação social e prestar muita atenção aos seus medos esmagadores de não aceitação. Se você conseguir cumprir essas tarefas, tudo ficará bem.

Na época de seu ancestral tudo estava bem. Mas algo engraçado aconteceu com os humanos dos últimos 10 mil anos: sua civilização mudou drasticamente. Mudanças rápidas são algo que a sociedade tem a capacidade de fazer, porém a nossa biologia evolutiva não pode ser tão rápida.

Ao longo da história, nossa estrutura social e biologia evoluíram e ajustaram-se para trabalharem em conjunto. No entanto, nos últimos tempos a civilização evoluiu vertiginosamente, enquanto a nossa biologia luta constantemente para acompanhá-la.

Nossos corpos e mentes são adaptados para vivermos em uma tribo de 50.000 AC, o que deixa os seres humanos modernos com uma série de traços da época, um dos quais é a preocupação excessiva com a sobrevivência social (no estilo tribal) em um mundo onde isso não é mais um conceito real. Logo, estamos todos aqui em 2017, acompanhados por um grande, faminto e assustado mamute que ainda pensa que estamos em 50.000 AC.

Por que mais você acha que experimenta quatro roupas diferente e ainda não tem certeza de qual irá vestir antes de sair?

Muito conservadora.

Muito periguete.

Eu quero dizer, não.

- Ooh, algo como isso. - Nunca.

Os pesadelos do mamute sobre a rejeição romântica fizeram seus antepassados cautelosos e experientes, mas no mundo de hoje, isso só faz de você um covarde:

- Lá está ela.

- Talvez eu devesse falar com ela. / - Má ideia. Eu já ouvi. Você não é legal.

-Nah, eu vou esperar aqui.

- Imagine que agora você está aqui parado sozinho como um perdedor e todo mundo reparou em você e estão pensando o que um perdedor como você está fazendo parado aqui.

E nem sequer comecei a falar sobre o terror do mamute em viver coisas novas:

- Hey, a Emily ainda não cantou. É a hora da Emily cantar! / - Oh, Deus. Oh, Deus. Oh, Deus. Oh, Deus.

Okay, isso está f. Oh, Deus ninguém está falando. Okay, aja como bêbada e seja engraçada - ser engraçada é a chave. Agora, cante um pouco mais baixo - intencionalmente, e é claro, você não está tentando. Faça um pequeno gracejo quando fechar os olhos e coloque a cabeça pra trás quando cantar. Bom, agora dance para frente e para trás e sorria para mostrar que você não está levando isso a sério.

O medo do mamute (da desaprovação social) é um fator limitante na maior parte da vida das pessoas. É esse medo que faz você se sentir estranho quando se trata de ir a um restaurante ou ao cinema sozinho. É o que faz com que os pais se preocupem demais sobre o curso que seus filhos farão na faculdade. É o que faz você desistir de uma carreira que você ama em favor de uma carreira mais lucrativa. É o que faz você se casar antes do tempo com uma pessoa pela qual você não está apaixonado.

Manter em segurança o seu Mamute da Sobrevivência Social é apenas metade das suas responsabilidades. O mamute também precisa ser alimentado de forma regular e robusta, ou seja, precisa de: elogios, aprovação e do sentimento de estar do lado certo de qualquer situação social ou moral.

Por que mais você mostraria ser alguém que não é em seu Facebook?

Por que mais você se gabaria por estar saindo com os amigos, mesmo que se arrependa mais tarde?

Eu estou percebendo que sou um cara muito atraente.

A sociedade evoluiu para acomodar esse grande mamute, inventando coisas como elogios, títulos e prestígios para manter nossos mamutes satisfeitos – e muitas vezes para incentivar as pessoas a fazerem trabalhos sem sentido e a viverem vidas infelizes.

Acima de tudo, os mamutes querem se encaixar – é o que os membros das tribos sempre tiveram que fazer, é assim que eles são programados. Mamutes observam a sociedade para descobrirem o que devem fazer e quando isso fica claro, mais que depressa, eles agem de acordo com o que se espera deles. Para entender isso, basta olhar para quaisquer duas fotos da época de faculdade com dez anos de distância:

Ou todas aquelas subculturas que definem o que é mais socialmente aceitável.

- Eu finalmente consegui, mãe! Eu sou um doutor agora! / - Esse é o dia mais feliz da minha vida!

Às vezes, o foco de um mamute não está tanto na sociedade em geral quanto está em ganhar a aprovação de um Mestre de Fantoches. Um Mestre de Fantoches é uma pessoa ou grupo de pessoas cuja opinião importa tanto para você que você permite que eles planejem a sua vida. Ele pode ser o pai, a mãe, um parente, o chefe ou um grupo de amigos queridos, o “membro alfa” do seu grupo de amigos ou até mesmo uma celebridade.

Nós desejamos a aprovação do Mestre de Fantoches mais do que qualquer coisa e estamos tão horrorizados com o pensamento de perturbar o Mestre ou sentir a sua não aceitação que fazemos qualquer coisa para evitar isso. Quando chegamos a esse estado tóxico em nosso relacionamento com um Mestre de Fantoches, a presença dessa pessoa paira sobre todo o nosso processo de tomada de decisão e puxa as cordas de nossas opiniões e nossa moral.

- Eu sempre achei que as pessoas que fazem esse tipo de coisa são perdedoras. / - Espere, eu tenho uma ideia divertida: vamos pensar nesse comentário todos os dias pelos próximos 37 anos.

Com tantos pensamentos e energia dedicados às necessidades do mamute, você muitas vezes acaba negligenciando algo. Algo que deveria estar no centro de sua vida: sua própria voz, que chamaremos de “voz autêntica”.

Sua voz autêntica sabe tudo sobre você. Em contraste com a simplicidade do Mamute da Sobrevivência Social, sua voz autêntica é complexa, às vezes nebulosa, está em constante evolução e desconhece o medo. Ela tem seu próprio código moral, formado pela experiência, reflexão e por sua própria percepção pessoal sobre a compaixão e a integridade. Ela sabe como você se sente sobre coisas como dinheiro, família e casamento, e sabe que tipos de pessoas, assuntos e atividades você realmente gosta, e de quais você não gosta. Sua voz autêntica não está certa sobre tudo mas tende a ter um palpite muito forte sobre o caminho certo que você deve seguir.

Enquanto o mamute olha só para o mundo exterior para tomar decisões, sua voz autêntica usa o mundo exterior para aprender e coletar informações e quando é hora de tomar uma decisão, ela tem todas as ferramentas que precisa em seu cérebro.

Sua voz autêntica é algo que o mamute tende a ignorar completamente. Uma opinião forte de uma pessoa confiante no mundo exterior? O mamute é tudo ouvidos. Mas um apelo apaixonado de sua voz autêntica é descartada até que alguém de fora o valide.

Nossos cérebros de 50.000 anos de idade são conectados para dar ao mamute toda a influência nas coisas que fazemos, então, nossa voz autêntica começa a sentir irrelevante. O que a faz se encolher, perder a motivação e desaparecer.

Geralmente, uma pessoa que ouve demais seu mamute tende a perder contato com sua voz autêntica por completo.

Em tempos tribais, as vozes autênticas passavam as suas vidas em calma obscuridade e isso funcionava bem. A vida era simples e a conformidade era a meta (o mamute garantia isso muito bem).

Mas, no mundo imenso e complexo de hoje, de diferentes culturas e personalidades, oportunidades e opções, perder o contato com sua voz autentica é algo muito perigoso. Quando você não sabe quem você é seu único mecanismo de tomada de decisão fica nas mãos das necessidades e emoções do seu mamute. Quando se trata de questões pessoais, em vez de consultar ao seu próprio interior, você irá buscar respostas nos outros. Quem você é torna-se uma mistura das opiniões mais fortes em torno de você.

Perder o contato com seu voz interior torna você uma pessoa extremamente frágil, uma vez que sua identidade é construída sobre a aprovação dos outros, ser criticado ou rejeitado realmente dói. Uma reprovação é dolorosa para todos, mas atinge em um lugar muito mais profundo em uma pessoa que escuta o mamute do que em uma pessoa que dá ouvidos à sua voz autêntica. Ter uma voz autêntica forte nos torna estáveis e, depois de uma reprovação, continuamos firmes. Já quem prioriza as necessidades do mamute ao ser reprovado reage de uma maneira muito mais intensa, visto que a aprovação dos outros é tudo o que ela tem.

Você conhece pessoas que reagem de maneira desagradável ao serem criticadas? A explicação é simples: mamutes não podem lidar com críticas.

- Essa foi uma piada boba. Você sempre faz piadas bobas.

- Yeah, bem, seu pai está morto!

Como domar o Mamute da Sobrevivência Social

Algumas pessoas nascem com um mamute razoavelmente domesticado, outros morrem sem nunca terem controlado o seu mamute, passando a vida inteira cedendo aos seus caprichos. A maioria de nós se encontra no meio termo: temos o controle de nosso mamute em certas áreas de nossas vidas enquanto deixamos que ele cause estragos nas outras. Ser controlado por seu mamute não faz de você uma pessoa ruim ou fraca, significa apenas que você ainda não descobriu como exercer o controle sobre ele. Você pode até não estar ciente de que você tem um mamute ou até que ponto sua voz autêntica foi silenciada.

Seja qual for a sua situação, existem três passos para obter o seu mamute sob seu controle:

Passo 1: Examine-se

O primeiro passo para melhorar as coisas é uma avaliação clara e honesta do que está acontecendo na sua cabeça, e há três partes disto:

  1. Conheça a sua voz autêntica

Isso não parece ser difícil, mas é. É preciso uma séria reflexão para percorrer as redes de pensamentos de outras pessoas e opiniões e descobrir quem você realmente é. Você passa seu com muitas pessoas, mas de quais delas você realmente gosta? Como você usa seu tempo com o lazer? Você realmente gosta de suas atividades de lazer? Existe alguma coisa com a qual você gaste regularmente o seu dinheiro e que você não se sente confortável? Como você realmente se sente sobre seu trabalho e sobre o seus relacionamentos? Qual é a sua verdadeira opinião política? Isso é importante para você ou você finge se preocupar apenas para ter uma opinião? Você secretamente tem uma opinião sobre uma questão política ou moral que você nunca tenha expressado porque as pessoas que você conhece ficariam indignadas?

Existem frases clichê para esse processo de conhecimento da sua voz autêntica, como “buscar sua essência” ou “encontrar-se”, mas isso é exatamente o que precisa acontecer.

Talvez você possa começar a refletir sobre isso até mesmo no lugar onde você está nesse momento, talvez você precisa ir para algum lugar distante, talvez precise de um tempo sozinho. Nesse momento, o que mais importa é que você examine a sua própria vida. Você precisa descobrir o que realmente importa para você, começar a ouvir sua voz autêntica e se orgulhar de quem você realmente é.

2) Descubra onde o mamute está se escondendo

Na maioria das vezes em que o mamute está no controle de uma pessoa, essa pessoa não está ciente disso. Você não pode progredir se não estiver ciente sobre onde estão as maiores áreas problemáticas.

A maneira mais óbvia de encontrar o mamute é descobrir onde está o seu medo.

O que o deixa mais suscetível à vergonha ou ao constrangimento? Que partes da sua vida o incomodam, a ponto de uma sensação terrível tomar conta de você? Você sente que seus erros mais parecem um pesadelo? Você é tímido demais para se expressar publicamente mesmo sabendo que você é bom no que faz? Se você estivesse dando conselhos a si mesmo, quais partes de sua vida, claramente, precisariam de uma mudança e que você está evitando?

O segundo lugar onde um mamute se esconde está no sentimento que toma conta de você ao se sentir aceito ou quando as outras pessoas o colocam sobre um pedestal.

Você tenta agradar a todos em seu trabalho ou em seu relacionamento? Você tem medo de decepcionar seus pais e faz de tudo para deixá-los orgulhosos mesmo que você precise fazer o que não quer? Você fica muito animado quando é associado ao prestígio ou se preocupa muito com seu status? Você se gaba mais do que deveria?

Uma terceira área onde o mamute está presente é no desconforto que você sente quando toma decisões sem a permissão ou aprovação dos outros.

Quando você apresenta sua nova namorada ou namorado para seus amigos e familiares pela primeira vez, a reação dessas pessoas para com sua nova companheira ou companheiro pode mudar fundamentalmente seus sentimentos por ela/ele?

Existe um Mestre de Fantoches em sua vida? Se sim, quem, e por quê?

3) Decida de onde o mamute precisa ser expulso

Não é sensato chutar o mamute para fora de sua cabeça, lembre-se de que você é um ser humano e que os seres humanos têm mamutes na cabeça, ponto. A única coisa que você pode fazer sobre isso é definir as áreas sagradas de sua vida nas quais o mamute não deve tocar e que precisam ficar sob o controle da sua voz autêntica. Existem áreas óbvias que precisam ser feitas por sua voz autêntica, como a sua escolha da pessoa com a qual você passará o resto da sua vida, sua carreira e a forma como você cria seus filhos. Tudo depende de você, pergunte a si mesmo: “Em que partes de sua vida você deve ser inteiramente fiel a si próprio?”

Passo 2: Seja corajoso e admita que o mamute tem o QI baixo

Não é de se impressionar que os mamutes foram extintos, eles não são os melhores em matéria de sobrevivência e com o Mamute da Sobrevivência Social a história não é diferente. Apesar do fato de que eles nos assombram (muito), nossos mamutes são criaturas primitivas que não têm compreensão sobre o mundo moderno. Entender esse fato e internalizá-lo é a chave para domar o seu mamute. Há duas razões principais para não levar o Mamute da Sobrevivência Social a sério:

1) Os medos do mamute são totalmente irracionais.

5 coisas sobre as quais o mamute está incorreto:

 

– Todo mundo está falando sobre mim e minha vida e, então, penso no quanto irão falar se eu fizer algo arriscado ou estranho.

Veja como o mamute pensa que as coisas são:

- Eu posso vê-lo daqui!

Veja como as coisas realmente são:

Ninguém, realmente, se preocupa muito com o que você está fazendo. As pessoas se distraem com muita facilidade.

 

-Se tentar com todas as minhas forças, eu posso agradar a todos.

Sim, talvez em uma tribo de 40 pessoas com uma cultura unificada. Mas no mundo de hoje, não importa quem você seja, muitas pessoas irão gostar de você e muitas outras pessoas não irão gostar. Ser aprovado por um tipo de pessoa significa excluir um outro tipo. O anseio de querer se encaixar em qualquer grupo é ilógico, especialmente se esse grupo não representa quem você é de verdade. Se você pensar dessa maneira gastará toda a sua energia com as pessoas erradas, enquanto as pessoas de quem você realmente gosta estão em outro lugar.

 

-Ser reprovado, desprezado ou fazer alguma besteira tem conseqüências reais em minha vida.

Qualquer um que desaprove quem você é ou o que você está fazendo não convive com você pelo menos 99,7% do seu tempo. É um grande erro pensar que esses problemas terão um impacto gigantesco em sua vida. Geralmente, o que acontece agora não significa nada no futuro.

 

-O julgamento das outras pessoas é muito importante.

Veja como a maioria das pessoas funciona: Elas são totalmente controladas por mamutes e se tornam boas amigas ou namoram com outras pessoas que também são controladas por mamutes. Uma das atividades preferidas dessas pessoas é criticar e desaprovar as pessoas que são diferentes delas, ou seja, aquelas que não são controladas por mamutes. Essa prática faz com que elas sintam menos ciúmes e todos esses julgamentos servem apenas para alimentar seus mamutes famintos.

- Essa foi uma longa noite. Eles estão entediados por gastarem seu tempo aqui.

- Realmente. E a maneira como ele rolava os olhos para tudo o que ela dizia. Ugh!

- Estou feliz, pois não somos eles.

Quando as pessoas se põe julgar os outros, acabam criando uma barreira que as separa das demais. E elas fazem isso apenas para colocarem seus mamutes sobre pedestais.

Se uma pessoa julga você e o critica para se sentir bem consigo mesma esse é mais um problema dela do que seu. Se você leva o julgamento dos outros em consideração quando se trata de tomar uma decisão, pense muito bem se está fazendo a coisa certa.

 

Eu sou uma pessoa ruim se eu decepcionar ou ofender a pessoa / as pessoas que me amam e que investiram e acreditam tanto em mim.

Não. Você não é uma pessoa má. As pessoas que te amam de verdade e de maneira desinteressada o aceitarão como você é e tudo o que você faz, desde que você esteja feliz. Se você está feliz fazendo algo e as pessoas que você ama não o entendem por algum motivo, isso significa que elas estão ouvindo demais os seus mamutes, pois estão preocupadas com o que as outras pessoas dirão sobre você. Elas apenas estão deixando que o mamute fale mais alto que o amor que sentem por você. Tudo voltará ao normal quando elas ignorarem seus mamutes.

Duas outras razões pelas quais a obsessão medonha do mamute pela aprovação social não faz sentido:

 

A) Você mora aqui:

Terra / Vácuo eterno.

Então, quem dá a mínima para qualquer coisa?

 

B) Você e todos que você conhece um dia irão morrer. Tipo, em breve.

Período de tempo em que você e todos os que você conhece estarão vivos. / Futuro eterno.

Então é isso…

Os medos do mamute serem irracionais é uma das razões pelas quais o mamute tem um baixo QI. Aqui está o segundo:

2) Os esforços do mamute são inúteis.

A ironia de tudo isso é que o mamute não faz bem o seu trabalho. Seus métodos para ganhar a aprovação podem ter sido eficazes em tempos onde as coisas eram mais simples mas, hoje, a história é diferente. O mundo moderno é o mundo da Voz Autêntica, e se o mamute quiser prosperar, deverá fazer a coisa que mais o assusta: deixar a Voz Autêntica assumir o controle. E aqui está o porquê:

Vozes Autênticas são mais interessantes. Mamutes são chatos. Cada Voz Autêntica é única e complexa, o que é algo incrível. Já os mamutes são todos iguais, apenas copiam os outros e se conformam com as coisas. As razões do mamute não são baseadas em nada de autêntico ou real, tudo gira em torno do que eles acham que é aceitável fazer. E isso é extremamente chato, concorda?

A Voz Autêntica lidera, os mamutes apenas seguem. A liderança é natural para a maioria das pessoas autênticas porque elas expressam seus pensamentos e opiniões de maneira original, o que lhes dá uma visão diferenciada.

Pessoas autênticas agem com inteligência e se forem inovadoras podem mudar as coisas no mundo e inventar coisas que perturbam o status quo. Se você dá a alguém que segue sua voz autêntica um pincel e uma tela vazia, ele pode não pintar algo belo, mas, com certeza, irá mudar a tela de uma maneira ou de outra.

Mamutes, por outro lado, seguem a maioria. Eles foram projetados para se misturarem e seguirem o líder. A última coisa que um mamute vai fazer é quebrar paradigmas e fazer as coisas acontecerem, pelo contrário, sua luta é para que as coisas permaneçam exatamente como estão. Quando você dá a alguém que segue seu mamute um pincel e uma tela em branco, ​​sendo que a tinta é exatamente da mesma cor que a tela, ele não irá questionar, irá pintar tudo o que tiver vontade, mas não mudará nada. Não será um quadro.

As pessoas gravitam em torno de pessoas que seguem sua voz autêntica, não em torno das que seguem mamutes. A única vez em que um mamute é atraente é durante um primeiro encontro com outra pessoa controlada por um mamute. Já pessoas que ouvem sua voz autêntica não são atraídas por pessoas controladas por mamutes. Por exemplo, uma amiga minha estava namorando um ótimo cara, mas terminou o relacionamento porque não conseguia se apaixonar por ele. Ela não sabia bem explicar o motivo, apenas disse que o cara não parecia estranho ou especial o suficiente, ele era apenas mais um cara. Na verdade, o que minha amiga queria dizer é que seu namorado estava sendo controlado demais pelo mamute.

Isso também acontece entre amigos ou colegas: as pessoas guiadas por sua voz autêntica são mais respeitadas e carismáticas. Não necessariamente porque possuem algo extraordinário, mas porque as pessoas respeitam alguém com a força de caráter suficiente para ter domado seu mamute.

Passo 3: Comece a ser você mesmo

Até agora, tudo nesse post foi tudo divertido e engraçado até que o “comece a ser você mesmo” entrou em cena. Até agora, tudo tem sido uma reflexão interessante sobre os motivos pelos quais os seres humanos se importam tanto com o que as outras pessoas pensam, o quanto isso é ruim, como pode ser um grande problema em sua vida e porque não há nenhuma boa razão para que isso continue a atormentar você. Mas, realmente fazer algo depois de terminar de ler esse artigo é algo completamente diferente. Isso exige mais do que reflexão: é preciso coragem.

Mas coragem para lutar contra o quê, exatamente? Como já discutimos, não há nenhum perigo em ser você mesmo. Lute contra esse medo! Basta que você entenda o seguinte: Nada do que você realmente acredita que seja socialmente assustador, é realmente assustador.

Absorver esse pensamento diminuirá o medo que você sente, e sem medo, o mamute perde bastante poder.

Com um mamute enfraquecido, torna-se possível começar a aceitar quem você é e até mesmo a fazer algumas mudanças ousadas. À medida em que essas mudanças acontecerem e que tudo está correndo bem, com poucas (ou nenhuma) conseqüências negativas e sem arrependimentos, ouvir sua Voz Autêntica se tornará um hábito. Seu mamute acaba perdendo sua capacidade de controle e é, finalmente, domesticado.

Ainda assim, o mamute estará com você (ele sempre estará) mas as coisas serão mais fáceis, pois você tem o controle de sua própria vida. Assim, você poderá viver a sensação de ver as relações sociais como algo até mesmo divertido. Não se sentirá mais estranho, impróprio ou confuso e a aprovação da sociedade não será mais importante para você.

Fazer essa mudança não é fácil para ninguém, mas vale a pena tentar. Sua voz autêntica foi dada a você como um presente e é seu dever mantê-la viva.

 

Traduzido de: http://waitbutwhy.com/2014/06/taming-mammoth-let-peoples-opinions-run-life.html?utm_content=buffer654f7&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

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